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Rússia condena pela 1º vez um cidadão por ‘fake news’ de guerra na Ucrânia

A Rússia condenou pela primeira vez desde o início da guerra na Ucrânia, em 24 de fevereiro, um cidadão que teria divulgado “fake news” a respeito do conflito. A condenação foi determinada por um tribunal da região de Zabaikalsky, que fica no oeste do território russo.

De acordo com as acusações das autoridades russas, um morador local, chamado Pyotr Mylnikov, teria falsificado documentos não especificados do Ministério da Defesa da Rússia, além de postar vídeos “conscientemente falsos” em um bate-papo que ele moderou em março nas redes sociais.

Segundo informações do jornal russo Moscow Times, Mylnikov dirigia um grupo chamado “I Live in Ruins” (“Eu Moro em Ruínas”, em tradução livre) em uma rede social russa chamada VK. Ele se declarou culpado das acusações.

Embora tenham feito as acusações, o tribunal russo não especificou o que os clipes supostamente compartilhados por Mylnikov tinham, mas o Serviço Federal de Segurança da Rússia disse à imprensa local que ele “queria formar uma atitude negativa em relação ao exército russo que participa da operação especial”. Esse termo tem sido utilizado por Moscou para evitar de chamar o conflito na Ucrânia de guerra.

Em decisão despachada ontem, o tribunal de Zabaikalsky determinou uma multa de 1 milhão de rublos (cerca de R$ 77 mil) a Mylnikov. A corte, no entanto, não chegou a impor a sentença máxima de três anos de prisão prevista no Código Penal da Rússia, já que ele assumiu os crimes.

De acordo com a lei atual na Rússia, penas de prisão mais duras de 10 anos podem ser proferidas se um tribunal concluir que “falsificações de guerra” foram espalhadas por “ódio” ou por abuso de poder, enquanto sentenças de prisão de 15 anos podem ser usadas se “causar consequências graves”.

As autoridades russas abriram pelo menos 53 casos criminais sobre a disseminação de “notícias falsas” sobre o exército russo desde março.

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