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Espanha flexibiliza regras para imigração para tentar driblar falta de mão de obra

Mesmo com taxa de desemprego em 13%, país tem dificuldade para contratar em áreas como turismo, construção e agricultura

A Espanha aprovou nesta terça (26) uma reforma para facilitar a regularização de imigrantes, o que deve ajudar setores com vagas ociosas. Apesar de sofrer com taxa de desemprego alta para os padrões europeus, o país não consegue suprir a mão de obra em áreas como turismo, construção e agricultura.

O texto vai beneficiar imigrantes em situação irregular que estão em território espanhol há mais de dois anos. Com o novo status, eles poderão fazer cursos de especialização nas áreas mais carentes de mão de obra e disputar legalmente as vagas no mercado de trabalho.

Segundo o ministro da Segurança Social, José Luis Escrivá, a reforma também pretende estabelecer uma migração ordenada e segura. “[As medidas] visam a melhorar o modelo migratório espanhol e seus procedimentos, em muitos casos lentos e inadequados, o que gera períodos prolongados de irregularidade, com elevados custos sociais e econômicos”, informou, em nota, o ministério.

A reforma deverá simplificar o acesso ao emprego para estudantes estrangeiros, que poderão trabalhar até 30 horas por semana e, posteriormente, ingressar no mercado de trabalho sem precisar cumprir período de carência. O processo de reagrupamento familiar deverá ser simplificado, assim como a concessão de vistos de trabalho em setores com mais demanda de mão de obra.

A reforma foi aprovada pelo Conselho de Ministros e não precisará passar pelo crivo do Parlamento.

A Espanha tem hoje uma taxa de desemprego acima de 13%, um dos índices mais altos da União Europeia. A falta de mão de obra em alguns setores da economia, porém, é frequentemente apontada por empresas como fator limitante para o crescimento.

Diante da crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19, a Espanha aprovou, no começo do ano, uma reforma trabalhista que busca combater precariedade nos postos de trabalho do país. A nova regulamentação concede mais poder aos sindicatos, limita contratos temporários e obriga empresas terceirizadas a adaptar os termos dos trabalhadores aos dos locais em que trabalham.

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